Glossário

O Glossário Financeiro do Guia Bolso explica os termos financeiros mais usados. Nosso objetivo é te ajudar a entender sua vida financeira.

Juros de dívidas

A taxa Selic (taxa referencial usada no Brasil como um norte à remuneração do capital) já se encontra na casa dos 7%, o que tirou do país a primeira posição no ranking das nações com as maiores taxas de juros do planeta. Embora a redução gradual tenha obrigado muitos bancos e instituições financeiras a reverem sua política de remuneração sobre o capital emprestado, as taxas praticadas no mercado nacional ainda são altíssimas – uma armadilha aos desavisados, que cultuam ainda a ideia de que “só rico pode comprar à vista”.

A falta de preparo dos brasileiros em lidar com o orçamento pessoal, aliado às violentas taxas de mercado, explicam porquê mais de 60 milhões de brasileiros estão permanentemente endividados. Os juros de dívidas são de incidência composta, ou seja, são somados ao capital no fim de cada período, resultando em um novo capital, que será novamente somado aos juros no próximo período e, assim, sucessivamente.

Empréstimos e financiamentos podem até ser usados como uma ótima estratégia de geração de recursos, mas pouquíssimas pessoas sabem como tirar proveito do crédito. Por exemplo, em um momento de juros baixos, “trocar” seus débitos (por meio de renegociação ou transferência) é uma oportunidade para conseguir juros de dívidas mais baixos.

Os altos juros de dívidas inibem o crescimento do país, já que as taxas abusivas são maiores do que o retorno conquistado com o capital de giro. Já para as pessoas físicas, o prejuízo também é grande, já que reduz o poder de compra dos cidadãos e desestabiliza o controle financeiro. Quem deseja manter as finanças pessoais equilibradas não pode perder de vista o perigo dos juros de dívidas.

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