Descomplicando o Open Banking

Entenda tudo sobre Open Banking, que na sua tradução literal significa “banco aberto”, ou “sistema bancário aberto”, quais são os benefícios e os impactos nas suas finanças.

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 O que é Open Banking

O Open Banking, ou sistema financeiro aberto, é uma regulamentação que será implementada através de 4 fases no Brasil até o final de 2021, que dará a possibilidade de clientes de produtos e serviços financeiros permitirem o compartilhamento de suas informações entre diferentes instituições autorizadas pelo Banco Central. Ou seja, você passa a ser dono dos seus dados bancários e decide com quem deseja compartilhá-los.

O conceito do Open Banking tem como base o princípio de que os dados gerados através de instituições financeiras pertencem ao usuário e não à instituição na qual eles estão armazenados. Apoiando-se nesse princípio fundamental, o Open Banking determina que as instituições participantes disponibilizem aos seus clientes uma forma eficiente e segura de compartilhar seus dados, se eles assim desejarem e autorizarem.

História do Open Banking

O conceito de Open Banking surgiu na Europa por volta de 2010 e começou a ser implementado na prática com a criação da segunda Diretiva de Serviços de Pagamento (PSD2) em 2018, uma atualização da Diretiva de Serviços de Pagamento (PSD1). Essa diretiva é a principal regulamentação do sistema de pagamentos europeu, contendo as regras básicas e requisitos para seu funcionamento. A PSD2 tem 4 objetivos principais:

1
Contribuir para o desenvolvimento de um mercado de pagamentos europeu mais integrado e eficiente;
2
Nivelar as condições de atuação dos provedores de serviço de pagamentos (incluindo a facilitação de entrada de novas empresas no mercado), ou seja, incentivar uma maior competição;
3
Tornar transações de pagamento mais seguras;
4
Proteger os consumidores.

Tendo esses objetivos como foco, foi a PSD2 que determinou a abertura das informações bancárias entre as instituições europeias, se apoiando no princípio de que o dono desses dados é o cliente. Portanto, foi ela que criou os pilares regulatórios para a definição do conceito de Open Banking e sua implementação no sistema financeiro europeu.

Conheça as 4 fases do Open Banking

O Open Banking será implementado de forma gradual em 4 fases. Confira o início de cada uma delas:

01 fev 2021

Informações sobre produtos e serviços

Na primeira fase há o compartilhamento dos canais de atendimento, localização das agências, produtos e serviços financeiros.

13 ago 2021

Inicia o compartilhamento de dados entre instituições

Na segunda fase, há o compartilhamento de dados pessoais e transacionais como, extrato da conta e cartão de crédito, empréstimos contratados e etc.

30 ago 2021

Inicia o compartilhamento de serviços de pagamento

Na terceira fase, é possível ter acesso a serviços de pagamentos e transferências fora do ambiente do banco.

15 dez 2021

Expansão para outros produtos e serviços

Na última fase, será possível compartilhar outros dados de produtos e serviços, relacionados a operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência.

Quais instituições participam do Open Banking

Bancos, Instituições Financeiras, Instituições de Pagamentos. Fintechs, Corretoras de Investimentos, Corretoras de Seguros que funcionam sob regulamentação do Banco Central poderão participar. Sendo divididas entre obrigatórias e não obrigatórias. Vale ressaltar que somente instituições reguladas pelo Banco Central podem participar do Open Banking no Brasil.

Instituições obrigatórias do Open Banking

As instituições classificadas como S1 e S2 têm participação obrigatória em todas as fases. As instituições S1, são aquelas que possuem porte igual ou superior a 10% do PIB ou que tenham atividade internacional relevante. Já as instituições S2 são aquelas que possuem entre 1% e 10% do PIB. Alguns exemplos são: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Itaú, entre outros.

Para a fase 3, é obrigatória a participação das instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central, que disponibilizem contas transacionais a seus clientes, mesmo não sendo S1 ou S2.

Instituições não obrigatórias do Open Banking

Aquelas instituições reguladas que não se enquadram nos critérios anteriores podem aderir ao Open Banking de forma voluntária, isto é, podem escolher se vão participar ou não. A tendência é que a maioria participe, já que elas obterão grandes benefícios com o sistema. O Guiabolso, por exemplo, é uma das instituições que vai participar junto com alguns outros nomes como Stone e PicPay.

É importante lembrar que as empresas que aderirem voluntariamente terão o direito de receber dados de seus concorrentes, mas também serão obrigadas a compartilhar os dados de suas respectivas bases – quando os clientes consentirem – respeitando um princípio muito importante do Open Banking, o da reciprocidade.

Vantagens do Open Banking

O grande objetivo das regulações de Open Banking ao redor do mundo é dar ao cliente maior liberdade e autonomia na hora de escolher com quem ele vai contratar um determinado produto ou serviço financeiro, aumentando a concorrência no mercado, ao nivelar o acesso à informação.

Como assim? Vamos supor que um cliente tenha usado a vida inteira somente um banco. Ao longo desses anos esse cliente criou um histórico de movimentações financeiras, incluindo contas pagas em dia, salários recebidos, parcelas de financiamentos e empréstimos, saldo em conta, saldo investido, entre outras. Essas informações são muito importantes para que instituições financeiras, fintechs etc. precifiquem e disponibilizem produtos e serviços financeiros para seus clientes. Porém, atualmente, não é possível compartilhar essas informações com outras instituições. Se o cliente quiser mudar de banco, seus dados ficarão presos na instituição anterior e seu relacionamento com o novo banco terá que começar do zero, o que faz com que, ao menos no início, as condições ofertadas pelo novo banco geralmente sejam piores que as do anterior. Ou seja, os clientes acabam ficando reféns dos bancos com quem possuem relacionamentos mais longos, favorecendo a concentração bancária.

Ao compartilhar seus dados você terá inúmeros benefícios, como:

Melhores condições na aquisição de produtos financeiros:

Com o Open Banking, as instituições serão capazes de oferecer a melhor oferta para o usuário, sendo cliente ou não, por exemplo, uma melhor taxa na contratação de empréstimo, um limite maior no cartão de crédito.

Ofertas segmentadas e personalizadas

Através do Open Banking, as instituições entenderão melhor qual o momento de vida financeiro de cada pessoa e poderá ofertar produtos direcionados para isso, exemplo, se você possui saldo positivo na conta e parado, poderá receber uma recomendação para investir ao invés de contratar um empréstimo.

Maior acompanhamento e controle da sua vida financeira

Como seus dados serão de sua autoridade e você terá o poder de decidir se deseja compartilhá-los com alguma instituição, terá maior visibilidade das suas entradas e saídas, facilitando a gestão do seu dinheiro.

Como usar o Open Banking

A partir de julho de 2021 as instituições obrigatórias e voluntárias do Open Banking incluirão em suas plataformas a possibilidade de compartilhar suas informações com outros participantes. Esse compartilhamento é chamado de gestão do consentimento.

Gestão de consentimento

A gestão do consentimento no Open Banking é o processo que permitirá que você compartilhe suas informações com as instituições. É possível inserir o tempo, quais dados e informações compartilhar e não compartilhar com as empresas.

Quais dados serão compartilhados no Open Banking

  • Canais de atendimento;
  • Produtos e serviços das instituições;
  • Dados cadastrais;
  • Transações financeiras;
  • Operações de câmbio;
  • Dados de investimentos;
  • Dados de seguros.

Open Banking no Guiabolso

Desde o início da trajetória do Guiabolso, acreditava-se que os dados pertenciam às pessoas e não às instituições e foi baseado nisso que em 2013 foi possível sincronizar as contas bancárias dos usuários fora do ambiente do banco. O Guiabolso foi, portanto, o primeiro a desenvolver e implementar o conceito de Open Banking em nosso país.

Com mais de 9 anos de história, o pioneiro de Open Banking no Brasil, acumula mais de 10 milhões de downloads e mais de 6 milhões de contas conectadas na sua plataforma.

2012

Fundação da empresa

2012

Desenvolvimento da tecnologia pioneira no Brasil de conexão bancária

2014

Lançamento do aplicativo de gestão financeira

2015

Aplicativo mais baixado da app store

2016

Lançamento do marketplace de crédito

2017

Mais de 2MM de usuários

2018

Aumento na prateleira do marketplace com oferta de investimentos

2019

Lançamento do Guiabolso B2B

2020

Lançamento da iniciação de pagamentos dentro do Guiabolso

2020

Lançamento do GB MaaS

Guiabolso Open Banking para empresa

Com experiência de mais de 6 anos com a coleta, interpretação e geração de variáveis analíticas a partir de extratos bancários, o Guiabolso Open Banking é uma solução B2B tecnológica, analítica, e modularizada que empodera e acelera empresas, oferecendo valor agregado para atuação durante a maior mudança do sistema financeiro nacional. Estamos prontos para entregar vantagens competitivas nos processos de estruturação, análise e geração de valor dos dados bancários para diversas instituições.

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Saiba mais sobre Open Banking no Guiabolso Cast

O Guiabolso Cast tem o objetivo de debater semanalmente diversos temas sobre a chegada e a consolidação do Open Banking no Brasil e no mundo. São mais de 28 lives falando com especialistas de grandes corporações no assunto.

O Open Banking é seguro?

Sim, é importante entender que Open Banking não significa que os dados de todo mundo são públicos, mas sim, que as pessoas têm controle para compartilharem com quem e quando quiserem.

Cada instituição participante do Open Banking é responsável por garantir a segurança do compartilhamento dos dados de seus clientes. Foram criados mecanismos para garantir a autenticidade e segurança das instituições participantes, que compartilharão os dados de forma criptografada.

LGPD

A lei geral de proteção de dados, LGPD, é peça fundamental para a segurança do compartilhamento dos dados pelo Open Banking. Essa lei estabelece as normas sobre como as empresas coletam, processam, armazenam e destroem dados pessoais e sensíveis de seus clientes e usuários, visando melhorar a privacidade dessas informações.

Perguntas frequentes

Diferença entre Open Banking e Open Finance?

O conceito Open Banking denota um escopo menor e está relacionado apenas aos bancos, enquanto que o conceito Open Finance possui um escopo maior incluindo diferentes segmentos financeiros. Apesar das diferenças entre os conceitos, o Brasil segue um escopo mais amplo, porém o nome dado pelo Banco Central segue sendo Open Banking.

O Guiabolso usa Open Banking?

Atualmente a tecnologia de conexão bancária não é feita pelas API’s do Open Banking, porém, quando esta entrar no ar em setembro, será substituída nos fluxos de conexão do Guiabolso.

Tem que pagar para usar Open Banking?

Não, ao consentir o compartilhamento dos seus dados com qualquer instituição não é necessário fazer o pagamento por isso.

Todos os bancos terão Open Banking?

Sim, é possível consultar a lista com as todas as instituições obrigatórias a participarem do Open Banking aqui.